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MC METADE PRINCESINHA DA FAVELA

| Música

    Contents
  1. Últimos lançamentos do Forró () - zeldagames.info
  2. Mc Metade – VAGALUME
  3. Playlist da Rádio Toca Tudo
  4. Sobre a autora

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Subi o morro pra cantar que é pra malandro se ligar que malandragem é trabalhar e a pivetada estudar. Pilar López. E é justamente esta que aqui interessa. Décima nona colocada na parada musical de Talvez seja por estes que em , Geisel acaba com o AI-5, abrindo caminho para a volta da democracia no Brasil. Quando fizer 18 você vai se alistar. Edusp, Ouço seus planos, seu futuro. Filha da Puta! E essa voz vem justamente para aclamar o samba, reconhecendo sua importância para o país.

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Madri: Catedra, Modernidade Líquida. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, Editora Cultrix, Edusp, Ensaios Sobre Literatura e História da Cultura. Obras Escolhidas. Petrópolis: Editora Vozes, O dossel sagrado. Zahar, Comparative Politics, v. O local da cultura. Minority culture and creative anxiety.

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UFRJ, Caminhos da identidade: Ensaios sobre etnicidade e multiculturalismo. Candomblés da Bahia. Rio de Janeiro: Conquista, A sociedade em rede. Brasil Musical: Viagem a jato pelos sons e ritmos populares. Rio de Janeiro: Art Bureau, Border dialogues: journeys in postmodernism. Londres: Routledge, Perspectivas antropológicas da mulher.

Volume 4. Rio de Janeiro: Zahar, As ilusões da liberdade: a Escola Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil. O que faz o brasil, Brasil?

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História da sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, As Palavras e as Coisas. Sobrados e Mocambos: decadência do patriarcado e desenvolvimento do urbano. XV, Alianza Editorial. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, Martins Fontes, As Conseqüências da Modernidade. Um ponto cego no projeto moderno de Jurgen Habermas. O discurso filosófico da modernidade.

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Edimburg: 77 Magazine, , Os Africanos no Brasil. Editora Nacional, Teófilo Braga. História da literatura brasileira. Em guarda contra o perigo vermelho: o anticomunismo no Brasil Ilhas de História. Parte I. Elaborações Musicais. Rio de Janeiro: Imago, Salvador, n. Dores do mundo. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura, Negras imagens.

A História da Vida Privada no Brasil. Raça, Ciência e sociedade no Brasil. SORJ, Bila. Fantasia de Brasil. As identificações em busca da identidade nacional. Psicologia Social Contemporânea. O Cancionista. EDUSP, Editora A Democracia na América. Palavra e Sangue. O samba conquista passagem. Sociedade e espaço: geografia geral e do Brasil. O mistério do samba. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, Espaço Intra-urbano no Brasil. Educ, Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva.

Volume 1. Brasília: EdUnb. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Martin Claret, Acesso em 18 de junho de O som e o sentido. WOOD, Charles. Intérprete: Demônios da Garoa. Intérprete: Cauby Peixoto. Intérprete: Jorge Goulart.

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Que a natureza criou A mangueira chegou, ô, ô. Intérprete: Conjunto Farroupilha. Intérprete: Dorival Caymmi. Intérprete: Silvio Caldas. Intérprete: Agostinho dos Santos. Felicidade, sim Intérprete: Sérgio Ricardo. Intérprete: Jair Rodrigues.

Décima sétima colocada entre composições nacionais. Intérprete: Elis Regina. Trigésima sétima colocada na parada musical de Décima oitava colocada entre composições nacionais. Qüinquagésima quinta colocada na parada musical de Trigésima terceira colocada entre composições nacionais.

E a gente morre sem querer morrer, O doutor chegou tarde demais E a gente morre sem querer morrer Octogésima sexta colocada na parada musical de Sexagésima colocada entre composições nacionais. Intérprete: Ary Toledo. Vigésima sexta colocada na parada musical de Décima sexta colocada entre composições nacionais. Qu inté parecia que mesmo xaxando E de noite eu ficava na praia de Copacabana Meu corpo subia Zanzando na praia de Copacabana Igual se tivesse querendo voar. Intérprete: Maria Bethânia.

Décima nona colocada na parada musical de Décima segunda colocada entre composições nacionais. Pega, mata e come! Nona colocada na parada musical de Sexta colocada entre composições nacionais. Intérprete: Caetano Veloso. Trigésima colocada na parada musical de Caminhando contra o vento Ela pensa em casamento Sem lenço e sem documento E eu nunca mais fui à escola No sol de quase dezembro Sem lenço e sem documento, Eu vou Eu vou Em caras de presidentes Por entre fotos e nomes Em grandes beijos de amor Sem livros e sem fuzil Em dentes, pernas, bandeiras Sem fome, sem telefone Bomba e Brigitte Bardot Intérprete: Tom Zé.

Sexagésima terceira colocada na parada musical de Vigésima nona colocada entre composições nacionais. Intérprete: Odete Amaral. Quadragésima nona colocada na parada musical de Décima nona colocada entre composições nacionais. Intérprete: Jorge Benjor. Décima segunda colocada na parada musical de Sétima colocada entre composições nacionais. Intérprete: Paulo Diniz. Décima primeira colocada entre composições nacionais. Que tem saudades e pensa em mim Cadê as coisas do meu país?

I don't want to stay here.

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Quarta colocada na parada musical de Terceira colocada entre composições nacionais. Intérprete: Moraes Moreira. Qüinquagésima primeira colocada na parada musical de Vigésima sexta colocada entre composições nacionais.

Octogésima sétima colocada na parada musical de Quadragésima sexta colocada entre composições nacionais. Octogésima oitava colocada na parada musical de Dizem que ela existe pra ajudar Dizem pra você obedecer Dizem que ela existe pra proteger Dizem pra você responder Eu sei que ela pode te parar Dizem pra você cooperar Eu sei que ela pode te prender Dizem pra você respeitar Polícia!

Para quem precisa Para quem precisa Polícia! Intérprete: Capital Inicial. Centésima colocada na parada musical de Quadragésima colocada entre composições nacionais. Intérprete: Os Paralamas do Sucesso. Sétima colocada na parada musical de Quarta colocada entre composições nacionais.

Vigésima quinta colocada na parada musical de Capitalismo Selvagem! Intérprete: Evandro Mesquita. Octogésima segunda colocada na parada musical de Trigésima sétima colocada entre composições nacionais. Intérprete: Banda Beijo. Décima sétima colocada na parada musical de Intérprete: Fernanda Abreu. O Rio é uma cidade de cidades camufladas Com governos misturados A novidade cultural da garotada, favelada, Camuflados, paralelos, sorrateiros suburbana, classe média marginal Ocultando comandos Favelada suburbana, De shortinho, de chinelo, dem camisa, carregando Quem é dono desse beco?

Sub-uzi equipadinha com cartucho musical Quem é dono dessa rua? De batucada digital De quem é esse edifício? Capital do sangue quente do Brasil Capital do sangue quente É meu esse lugar, sou carioca pô!

Do melhor e do pior do Brasil O Rio de Janeiro! O Rio De Janeiro! Soy Loco Por Ti! Intérprete: Cidinho e Doca. Som Livre. Qüinquagésima segunda colocada entre composições nacionais. E humilhar. Agora virou moda a violência no pobre tem seu lugar local. Só vejo paisagem viver. Pois moro na favela e sou muito muito linda e muito bela.

Quem vai pro desrespeitado. A tristeza e a alegria aqui exterior da favela sente saudade. O gringo caminham lado a lado. Vai pra para uma santa protetora. E interrompido a tiros de metralhadora pobre na favela vive passando sufoco.

Enquanto os ricos moram numa casa grande Trocaram a presidência, uma nova e bela. O pobre é humilhado esculachado na esperança. Sofri na tempestade, agora eu favela.

O povo tem a força, só violência. Só peço, autoridade, um pouco precisa descobrir. Nonagésima quinta colocada na parada musical de Quadragésima oitava colocada entre composições nacionais. O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas, que cresceram com a força de pedreiros No meio da esperteza internacional, a suicidas.

Coletivos, automóveis, motos e Eu vou fazer uma embolada, um samba, um metrôs, trabalhadores, patrões, policiais, maracatu. Tudo bem envenenado, bom pra camelôs. Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. Num dia de Sol, Recife acordou A cidade se encontra prostituída, por Com a mesma fedentina do dia anterior. Quadragésima nona colocada entre composições nacionais. Estou enfiado na lama. Andando em coletivos É um bairro sujo.

Ninguém foge a vida suja Onde os urubus tem casas. Vou beber com meus Onde os urubus têm asas amigos. E com asas que os urubus me Vou pintando, segurando derem ao dia eu voarei por toda a periferia A parede do mangue do meu quintal Vou sonhando com a mulher que talvez eu Manguetown possa encontrar.

Ela também vai andar Na lama do meu quintal. Ninguém foge a cheiro sujo Fui no mangue catar lixo, Da lama da Manguetown Pegar caranguejo, Andando por entre os becos, Conversar com urubu.

Nonagésima primeira colocada na parada musical de Quadragésima terceira colocada entre composições nacionais. Nonagésima oitava colocada na parada musical de Sexagésima oitava colocada entre composições nacionais. Chora cavaco! O povo brasileiro continua rindo Brasil Resistindo à violência que alguém planejou Vivendo na favela, Deixa comigo! Sexagésima primeira colocada na parada musical de Quadragésima primeira colocada entre composições nacionais.

Qüinquagésima primeira colocada entre composições nacionais. Com uma nota curta nos jornais À que horas você nunca sai? Eu vivo sem saber Nego drama. Entre o sucesso e a lama, dinheiro, problemas, inveja, luxo, fama. Cabelo crespo, e a pele escura. A ferida, a chaga, a procura da cura. Sente o drama. O preço, a cobrança.

No amor, no ódio, a insana vingança. O drama da cadeia e favela. Agonia que sobrevive, em meia as zorras e covardias. Histórias, registros, escritos. Um brinde pra mim. Sou exemplo, de vitórias, trajetos e glorias. A alma guarda, o que a mente tenta esquecer. Mó cota. Quem teve lado a lado, e quem só fico na bota. Pra ser. E se for.

Tem que ser. Se temer é milho. Vigia os rico, mais ama os que vem do gueto. Eu visto preto, por dentro e por fora, Guerreiro. Poeta entre o tempo e a memória. Pesadelo é um elogio, pra quem vive na guerra, a paz nunca existiu. Num clima quente, a minha gente soa frio. Vi um pretinho, seu caderno era um fuzil. Um fuzil, Negro drama. Eu so mais um. Forrest Gump é mato. Eu prefiro conta uma história real. Vô conta a minha Daria um filme.

Uma negra e uma criança nos braços. A garoa rasga a carne, é a torre de babel, Família brasileira. Dois contra o mundo.

Gravando a cena vai. Um bastardo, mais um filho pardo, sem pai. Ei, senhor de engenho, eu sei bem quem você é. Sozinho, cê num guenta. Sozinho cê num guenta a pé. Cê disse que era bom e a favela ouviu. Tô, eu acho. Problema com escola eu tenho mil.

Mc Metade – VAGALUME

Mil fita. Seu filho quer ser preto, que irônia, Cola o pôster do Tupac ai, Que tal, que cê diz? O que cê deu, o que cê faz, o que cê fez por mim? Aquele que você odeia, amar nesse instante, pele parda, ouço funk, E de onde vem, os diamante?

Da lama. Negro drama. O que ces deram por mim? Demorou, eu quero é mais. Eu quero até sua alma Aí, o rap fez eu ser o que sou. Anos 90, século É desse jeito. Sabe por quê? É desse jeito que você vive. É o negro drama. Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama.

Eu sou o fruto do negro drama. Aí dona Ana, sem palavra, a senhora é uma rainha, rainha.

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Mas ae, se tiver que voltar pra favela eu vou voltar de cabeça erguida. Porque assim é que é renascendo das cinzas Firme e forte, guerreiro de fé. Vagabundo nato! Catra Intérprete: Marcelo D2. Octogésima quinta colocada na parada musical de Qüinquagésima oitava colocada entre composições nacionais. Problemas passam como um clipe dos planos. Eu ate entendo quem africano. Acho que fui traído.

Ta na hora de levanta e luta. O dinheiro manda, mas a e humilde, mas gente nobre. Você tem que rua vai ficar é com o samba. Política do andar na linha. Se manter no bolo. Todo mundo roubando, mas nunca assuste esse é só o começo do jogo. E nem o gueto. Você quer fugir do gueto, mas o preciso falar mal de ninguém.

O qualquer me diz ai. Pra quem ta Mais o que cê ta disposto a perder quando sentado no gueto. Vamos sentar com o tal paz vier. Quer falar de gueto fala Rio de diabo e escrever o enredo Janeiro.

De paraíso a mais sujo puteiro. Respeito a quem sobrevive a isso tudo. Bossa nova mesmo é ser presidente Dançam como debutante, Desta terra descoberta por Cabral Interessante! Voar, voar, voar, voar, Isto é viver como se aprova, Voar, voar pra bem distante, É ser um presidente bossa nova. Até Versalhes Bossa nova, muito nova, Onde duas mineirinhas valsinhas Nova mesmo, ultra nova!

Se preciso vai à luta, capoeira. Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll. A todo pessoal, adeus! Restam meus botões No novo tempo, Pra nos socorrer, Apesar dos castigos Pra nos socorrer, Estamos crescidos, Estamos atentos, No novo tempo, Estamos mais vivos Apesar dos perigos Pra nos socorrer, De todos os pecados, Pra nos socorrer, De todos enganos, Estamos marcados No novo tempo, Pra sobreviver, Apesar dos perigos Pra sobreviver, Da força mais bruta, Da noite que assusta, No novo tempo, Estamos na luta Apesar dos castigos Pra sobreviver, Estamos em cena, Pra sobreviver, Estamos nas ruas, Quebrando as algemas Pra que nossa esperança Pra nos socorrer, Seja mais que a vingança Pra nos socorrer, Seja sempre um caminho Que se deixa de herança No novo tempo, Apesar dos perigos No novo tempo, A gente se encontra cantando na praça, Apesar dos castigos Fazendo pirraça De toda fadiga, Pra sobreviver, De toda injustiça, Pra sobreviver.

Todo mundo bateu palma quando o corpo caiu. Eu acabava de matar o Presidente do Brasil. Que lindo, pô" Eu tava emocionado mas corri pra valer e consegui escapar. E quando eu chego em casa o que eu vejo na TV?

Dona Rosane num fode num enche. É "podre sobre podre" essa novela. É Magri, é Zélia. É Alceni com bicicleta e guarda-chuva. LBA Previdência chega dessa indecência.

Tomei uma providência que me fez muito feliz Hoje eu tô feliz! Me carregaram nas costas. Uma festa desse tipo nunca tinha acontecido. Tava bonito demais. Alegria e tudo em paz e ninguém vai bloquear nosso dinheiro nunca mais. Corinthiano e Palmeirense. Flamenguista e Vascaíno. E começou o funeral e o povo todo na moral invadiu o cemitério numa festa emocionante. Entramos no cemitério cantando e dançando. O defunto foi degolado, e o corpo foi queimado. Jogando futebol com a cabeça do Presidente.

E a festa continuou nesse clima sensacional. Foi no Brasil inteiro um verdadeiro carnaval. É que eu matei o presidente! E o velório vai ser chique. Vamos esperar Filha da Puta! Que tudo caia no esquecimento Corrupto! Sorrindo para a câmera Vamos arrumar vossas acomodações, Sem saber que estamos vendo Excelência.

Ô, dona Maria! Ô, mulata assanhada que passa com graça Que tem feitiço no olhar! Fazendo pirraça, Fingindo inocente Tirando o sossego da gente!

Quando todo seu corpo balança, é luxo só Esse mundo é meu! Mas que nada, É samba de preto velho. Sai da minha frente Samba de preto tu. Eu quero passar. Mas que nada O que eu quero é sambar. Que é misto de maracatu. Upa, Neguinho na estrada Mas muito eu te posso ensinar Upa neguinho começando a andar Posso emprestar Cresce, neguinho, me abraça!

Liberdade só posso esperar Cresce, me ensina a cantar! Flores, M. Ninguém ouviu um soluçar de dor No canto do Brasil. Canta de dor. Negro entoou E ecoa noite e dia: Um canto de revolta pelos ares É ensurdecedor. No Quilombo dos Palmares, Ai, mas que agonia Onde se refugiou. O canto do trabalhador Fora a luta dos inconfidentes Esse canto que devia Pela quebra das correntes.

Ser um canto de alegria Nada adiantou. Dinheiro yeah Beleza pura. Boca do Rio Beleza pura. Os meus olhos coloridos me fazem refletir. Você ri da minha roupa. Você ri do meu Eu estou sempre na minha. Você ri da minha pele. Você ri do mais fugir. Meu cabelo enrolado, todos querem imitar. Tem cabelo duro!

Divindade infinita do universo Hei Gize! Predominante esquema Mitológico Eu falei Faraó! Êeeeeh Faraó! A ênfase do espírito original shu! Na verdadeira humanidade Pelourinho, uma pequena comunidade Epopéia! E Nuti gerou as estrelas Derrotando o império do mal Seth E nas cabeças enchei-se de liberdade Ao grito da vitória que nos satisfaz O povo negro pede igualdade Deixando de lado as separações Hei Gize!

Quando Mama sai de casa seus filhos de E tem que fazer mamadeira todo dia. Além olodunzam, rola o maior jazz. Mama tem de trabalhar como empacotadeira nas Casas calo nos pés. Mama precisa de paz Mama Bahia Além vida de mama Além de fazer denguim. Subi o morro pra cantar que é pra malandro se ligar que malandragem é trabalhar e a pivetada estudar.

Sou só mais um neguinho pelas ruas da vida, que quer se divertir, fazer um som e jogar bola. Se eu tô com o microfone é tudo no meu nome Sou Possemente Zulu, se liga no som. A liberdade do negro, tanto teve de lutar. Negro ser humano, só quer ter amigo. Na antiga era o funk, agora é o rap. Vem puxando o movimento com o negro de talento. Andar na rua, no maior sossego, constituir família, ter o seu emprego.

Pixinguinha e Cartola, velha guarda do samba. Luiz Melodia e Milton Nascimento, dois bambas. E no futebol, temos rei Pelé, Garrincha de pernas tortas num perfeito balé. Dener com a bola, mais que um dom.

Futuro, presente, passado, realmente jogados. Fizemos a história, perdemos a memória. Temos nosso valor, temos nosso valor. Bob Marley, paz e amor. Diamante negro do gol de bicicleta. Leônidas da Silva, craque da época. O Malcom X daqui, Zumbi temos que exaltar, em Palmares teve muito que lutar. Martin Luther King com a sua teoria, Estados Unidos o movimento explodia.

Apartheid, um por todos e todos por um Nelson Mandela sem problema nenhum. E ai Mano Brown. Luta marcial, jogar capoeira. Cabelo rasta, dança afoxé. No mestrado aprofundei os estudos sobre estigma territorial e seus impactos sobre a vida cotidiana dos moradores da periferia da Grande Vitória.

É nisso que tem se constituído minha vida: negar o lugar que querem para mim. Certo dia fui à Zona Sul do Rio de Janeiro, na casa de uma amiga. Novamente, ele ficou olhando-me tortamente e de cara feia. Fiquei revoltado, pois percebi o que estava acontecendo, que para ele deveria ser um procedimento natural. Aí, logo ele providenciou: ligou para a minha colega e mandou que eu entrasse.

Nada disso. Hoje, cada vez mais saímos das entrelinhas para as linhas, talvez seja este um dos motivos de tantos protestos contra as políticas de cotas, pois estas conferem aos negros a possibilidade de falar sobre si, mais do que se apropriarem das profissões e dos recursos materiais e simbólicos que permitem construir um outro discurso sobre a nossa história brasileira. Na realidade, a política de cotas é a síntese da luta dos negros e das negras por um lugar de fala na sociedade brasileira.

Formando em historia pela UFES. Encontro às Avessas Num dia ensolarado, caminho pensativo. A mente é a grande condicionadora do tempo. Sou resto de estrelas, num universo muito mais que difuso: Confuso.

A arte Os limites que nos colocam, os rótulos que recebemos enquanto fazedores de alguma coisa. Alguns percebem que estou falando sozinho. Essa sociedade me cansa, me maltrata. Mas tenho minhas saídas. Quase nada resta do planeta. O que estamos fazendo com a Terra? Destruindo tudo; a cada dia destruímos tudo.

Exterminadores, é isso o que somos? Ali quase nada sobrou.

Playlist da Rádio Toca Tudo

Casas e mais casas, rios tapados com concreto, a dignidade por um fio. Cretino dos infernos. Um crime, virou um crime ser feliz. Vida tacanha, pensamentos tacanhos. Mas quem sou eu para julgar qualquer coisa?

Sou nada? É, coisas que ruminam. Outras dinâmicas. Ando para todo lugar, qualquer lugar. Hoje estou um pouco sisudo. Talvez seja essa ansiedade com esse encontro. Uma garota. Inteligente ao extremo, criança mestiça no mais puro e aterrorizante senso de liquidar qualquer homem. Um olhar melado na cor, sorriso que lhe deixa perturbado nos sonhos da conquista: pataxó.

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Penso nela e me vejo tentando ser, a todo custo, sempre inteligente. Sorrio da miséria. Grande metrópole, encontros às avessas. Tantas coisas para se dizer. Construções sorrateiras, efêmeras. Grande metrópole ocasional. Misérias humanas a tornar a cidade habitada.

Preciso de café. Foda-se tudo isso! Espero ansioso por esse momento. Penso no corpo da menina mestiça. Tomar um café sentado. Hoje quero um expresso: puro e bem cremoso. Coisa boa, néctar, tudo relativo. Parar num grande centro é autodomínio. Andar sem pressa enquanto todos correm. Para quê? Cartazes, sinais, letreiros, luminosos. Quanto lixo! Praças repletas de desgosto, tudo se vende.

Cinemas na memória, ocupações nervosas, crises, caminhantes, carros, putas. Estou em câmera lenta. Slow Motion. Reflito melhor depois que fumo. Sintonizo o olhar e percorro extensões: Cores, sons, ruídos, explosões dimensionais. Procurar detalhadamente, percorrer cada prateleira e folhear livro por livro, tal Borges em sua biblioteca.

Eis-me absoluto no tempo, espaço sagrado de meus ancestrais. Pagaremos todos por isso. Sou voluntarioso demais para isso. Penso na carne, mas também nas demais possibilidades que temos.

Beijos, seduções, olhares, insinuações, toques, flertes. Rumino demais antes do acontecido, ansioso. Talvez seja a cafeína correndo no corpo. Nunca temos bons motivos para fazer nada. Simples é ser destituído. Quem é? O tempo escorre pelas sensações.

O sol quase escondido numa janela de um prédio alto. Circos espalhados pelos cantos. Basta observar um pouco mais. Irrealidade constante na vivência de cada um. Cabelos negros escorridos.

Como a mente é irregular! Ou serei eu? Talvez uma saia, um chinelo simples deixando à mostra os pés caboclos e trigueiros. Unhas sem tinta, que sutilmente prolongam os pés. Pulsar contínuo; explorar todas as possibilidades da beleza que ainda nos resta. Contatos com o outro. Primazias da existência humana. Dignidade a pontapés.

Nabokov tardio. Sobrepujar os hipócritas que determinam que o mundo deveria ser do jeito deles. Alice no País da Hipocrisia. Causar celeumas é um tanto oblíquo. Matam, extirpam a livre vontade; reduzem a naturalidade. Violência disfarçada de moral. Quero reter o tempo num momento de extrema felicidade.

Sentir tudo, perceber pelos sentidos. O primoroso da vida é esse momento: Se expandir para fora do próprio ego, deixar-se levar pelo movimento contínuo, sem queixas nem tampouco absurdos da memória. Só aquilo que queremos e desejamos. Um cuidado enleado. Insinuações comportamentais. Tantos pensamentos em poucos instantes.

Proponho rompimentos, sagrado e profano na fala dela. Como o outro enxerga a gente? Minha fala é uma, a vontade é outra. Olho iluminado, olhar desejoso. A mente traça os paralelos do desejar. Qualidade imprevisível da vida. O que é a vida? Jogos de vontade. Momentos que aspiro. Sentidos pulsantes, extravagantes. Qual é o fato da memória que conspira tanto assim? Me quer bem.

Sobre a autora

Também te quero, menina mestiça. Corre para os meus braços. Te cuido. Ninfa, nímio. Te acalento. Tanto querer O olhar seduz. Sem querer? Tantos trejeitos.

Esses que te arrasam, te calam. Mas aí sou eu na insegurança da moral, a moral que eu mesmo produzi. Um hinado nos ouvidos: Cartola, solenidade da voz. Penetra os poros e traz um contentamento à pequenez do viver. Beleza é subjetiva? Reponho o olhar, desvario total. Penetro teu olhar.

Ouço o poema que ela lê para mim. Queremos lhe falar por outros pensamentos? Gosto do poema, mas prefiro ler os meus, assim sou direto. Desfaço do olhar. Como desejo tudo. Quem é que se revela? Mundo louco Poderia ser pai dela. Que merda de pensamento. Medíocre, estou ficando medíocre.

Quase ilusões. Quem sabe eu nem exista. Estou num mundo paralelo. Quantas bobagens. Falo de saudades. Sorriso da mulher. É o que. Mas criamos sentimentos; criamos ocasiões e situações. Talvez à toa. Nada se esconde por muito tempo.

Me perco. Digo que estou bem. Sou arraigado. Lógico que planejamos a vida. Como fala!

Sonhar, viver o sonho sonhado. Penso em tudo. Desprender de coisas. Ouço seus planos, seu futuro. O tempo é subjetivo demais. Quem se importa?

Quero um baseado, depois um café. Ela, um baseado e um vinho. Me vejo num espelho. Estou feliz. Ela sorri. Sempre sorri. A luz solar que finda é deslumbrante.

Penetra pelas entradas e reflete nos olhos caramelos, quase verdes. Luz amarelada, assim a vemos. A cidade se acende. Exposições nos Centros Culturais. Conexões pela arte. Cafés, vinhos, baseados. Desejar e sentir o desejo que foi desejado. Renovado das saudades, das memórias. O extremo da minha vida é o da periferia que me opõe. Sentir, da forma mais plausível, é algo maravilhoso. O resvalar das peles.

Brandamente, suavemente. A rua se move, a cidade se move. Bares: afluências, algazarras. Sensíveis estalos dos sentidos.

Cinema: visões moventes. Circundantes ocasiões da vida. Quem me dera atuar. O que é o amor? Família é algo extremo. Pensar que conhecemos o outro. Avançar, no. Ouvidos atentos às frases.

A mente realça outras possibilidades. Eu a ouço. Ímpeto da alegria jovial que me seduz. Cito frases feitas, poemas. Qualquer atitude é finita. Penso na idade. Exalto suas características. Sublimo o singelo.

Beleza ancestral. Sentir é rever. Somos a memória dos derrotados. A noite ganha a cidade. Ares mais frescos aos arredores.

Somos projetos. Sorrisos sinceros. Ficaria assim por todo o tempo que fosse Joguei tudo pro amanhecer. Mas o dia é finito. Serei outra vez qualquer coisa. Serei eu no cadafalso da memória. Recapitulo os dizeres. Estou alegre. Sei da rotina. Embaraços dos corpos. Fico aqui; depois de passar pela euforia, permaneço sincero nos atos.

Meu mundo é, hoje, uma garota encantada com olhos que me causam flebostasia. Palpito e caminho. Penso nas eternas comunhões que fazemos no decorrer de nossas existências.

O meu existir. O Nirvana completo. Sentir é viver. O tempo é um ser? Meticulosidade do ser. Efêmero é o pensar. Sempiterno é o pensar.

MC FAVELA PRINCESINHA DA BAIXAR METADE

Sou emocional. Outros modos de estar próximo. Por mim, deixaria as coisas assim. Em , fundou o Portal Rap Nacional www.

Pablo Mafra Domingues, seu filho e da jornalista Elaine Mafra, nasceu em dezembro de Mandrake continua firme sua correria no Rap, para quem sabe, no futuro, Pablo possa encontrar um mundo com menos diferenças sociais e menos injustiças. Muitos olhares me observavam. Mas eu sentia como se comigo tivesse algo errado. Me senti muito mal. Mas logo me aconcheguei e fiquei mais calmo. Confesso, eu estava envergonhado. Tinha medo que algum conhecido me visse ali. Mas ninguém tem nada a ver com a minha vida.

Dizem até que foi ela quem mudou a vida do Léo. Deu muito para ele, mas também tirou umas paradas. Por inocência ou ignorância minha, quando vi que envolvia dinheiro fiquei meio cabreiro. Eu estava gostando do clima, mas aquela fita me desanimou. Saí fora no desbaratino Nunca concordei com essas paradas que envolvem grana. Por incrível que pareça, algo havia mudado em mim. Eu precisava voltar àquele local! Queria ir com grana, para botar uma moral.

Pô, dias e dias se passaram. E aquela estranha vontade de voltar passou. Achei até que eu a tivesse perdido. Mas uma noite, antes de subir no palco, exagerei na dose. Fique assustado, nunca imaginei que ela estivesse também por aqui. No dia seguinte, um imenso vazio tomou conta de mim. Foi nesse momento que me lembrei daquele lugar onde eu a conheci.

Me animei! Comentei com uns parceiros sobre ela. Eu até os convidei para colarem comigo, para fazermos uma zoeira. Mas de todos, a resposta foi negativa. Mil fitas inventaram. Uns disseram que era porque tinham mulher e filhos. Hoje estou com o bolso cheio. Vou impressionar. Afinal, sou quem sou em qualquer lugar e a qualquer momento.

Agora sim, estou me sentindo ótimo. Umas espirradas de perfume e estou pronto. Era o meu parceiro Moysés. Vamos deixar para a próxima semana, pode ser?

Nem lembrava e me programei para relaxar numa sintonia aqui de mil grau. Eu entendo o seu lado. Minha cabeça estava a mil. Na porta, uma garota de uns 19 anos, com cabelos longos e lisos, sorriso largo no rosto, me deu as boas vindas.

Ele falou um monte de coisas que eu nem lembro. Parecia que ele estava falando para mim. E eu tinha voltado ali para agradecer. Mas, naquela noite em que quase perdi a vida e ela estava ao meu. A partir daquele instante, por mais que eu quisesse fugir, ela iria me acompanhar.

A tomar as decisões certas. Me deu a certeza de que eu poderia começar do zero. Me incentivou a viajar Km para conhecer quem ainda faltava na minha vida. Graças a ela, depois de um tempo, a distância desapareceu. Mesmo com todas essas conquistas, ainda faltava algo em minha vida. Mais uma vez confiei nela e o teste de gravidez deu positivo. Comecei uma vida nova do zero. Tive que morar de favor e sair sem rumo para procurar emprego.

Mas, em pouco tempo as coisas começaram a acontecer. Sem desacreditar em tudo que eu sabia que ela iria me dar, segui firme na caminhada. Tenho meu canto, minhas coisas, minha cachorra. Até um carro eu consegui baixar. A vida é dura, e só acreditando nela consegui ter forças para seguir em frente e conquistar meus objetivos. Ela me ajudou e sei que pode ajudar você também. Ela é um fato absoluto. Ela me fez encontrar um sentindo para a minha vida.

Afastou de mim coisas ruins e me mostrou um novo caminho. Agora, vivo em Santa Catarina, junto com minha esposa e meu filho. Mas continuo na ativa. Acesse: rapnacional. Influência da TV? Um pouco de mim. Mudei-me para o Rio ainda bebê. Morei em Brasília, ouvi rock, graduei-me em Letras e fiz mestrado em Literatura.

Agora ando pelas ruas da Bahia, minha atual paragem, tentando saber de onde sou. Escrevo para estancar a hemorragia. Mudar de cidade, mudar de caminho,de chefe, tudo parece um imenso desafio, um mar a ser desbravado. Reclamar de uma cidade assim é quase uma heresia. Mas e se essa felicidade que beira a insanidade irrita?

Afundada em um livro sobre a travessia de escravos africanos para o Brasil, a mulher tenta escapar da luz branca que penetra em seu quarto e instala-se na parede em frente a cama, quase cegando.

Talvez fechar cortinas, acender as luzes, ligar o ventilador, quem sabe assim ela escape do exterior. A senhora quer a salada agora? Onde estava Deus naqueles anos tenebrosos? Ir para o trabalho tem sido muito difícil para ela. Mendigos de toda espécie, além de deformados, mulambentos, meninos magrelos fazendo piruetas no sinal. Aqui, bem longe do axé, ela passeia incólume.

Ela tem permanecido quieta. O cinismo tem vencido sua tendência para as boas causas. A secura do ventre, a secura da alma, torna-a mais virulenta. Sua doença tem sido a certeza de que desconhece tudo e de que deveria, de alguma maneira, deixar de existir.

O suicídio, inclusive, daria a ela certa eternidade. As janelas se abriram. Olhou para o fragmento de mar assim, emoldurado por dois altíssimos prédios, desses que disputam de qual é possível ser mais dono da paisagem.

Torre de Babel. Chega o dia em que ela permite que o sol entre sem cerimônia no quarto quase vazio. As cortinas se debatem e, às vezes, incomodam, mas ela segue sem rumo, parada, escorada no batente da janela, segurando com firmeza a parede que a sustenta.

Observa a si mesma nesse momento de quase felicidade. A paisagem continua a mesma. Ainda que tente, e às vezes ela se esforça, tudo se parece com velhos cartões-postais, de imagens desgastadas. Anda sorrateiramente pela casa descobrindo o quanto deseja que todos os humores do corpo vertam hemorragicamente. Quer, e muito, toda cólica, todo pêlo que cresce, todo cheiro que exala, toda dor, quer-se inteira, matéria e fumaça. Ainda teme essa quase felicidade. Paga uma comida pra mim. Tô com fome. Afastou-se um pouco.

Quero comer. Vamo alí. Você paga um real, tem almoço e suco. Um real? Um real, é baratinho. Ela foi. Alguém tocou em seu braço, enquanto ela ia hipnotizada salvar da fome o pobre rapaz. Um toque leve e conhecido. Olhou para a outra ponta da rua e um comerciante sinalizava que era golpe, ao lado de outro olhar preocupado que aparecia na porta do bar. Afastou-se apressada. Pôs o dedo em riste e soletrou: no meio do seu rabo.

Ela foi tomada de muita raiva. Que insulto terrível para alguém que só queria ajudar, que agiu de boa-fé. Parada na Praça da Sé, aguardou angustiada o ônibus para a Graça. Bairro bom, tranqüilo. O que me esperava depois da esquina? Ele devia ter comparsas. Veja, ele sumiu. Era golpe.

Afundada novamente em seu quarto, sofria envergonhada. Sentiu o peso de sua culpa social, da sua incapacidade de partilhar, viu que isso era a realidade brasileira. Pensou que a história daria um bom conto. Abriu um vinho, lacrimejou e escreveu. Olha o Passarinho! Foto dos cavalos. Assim, quando a gente chega logo vê. Vamos dormir ali, mais perto da parede. Fale baixo. Você se lembra da Marinalva?

Ela morreu quando morava nessa rua. Muito diferente de nós, eu tenho você e você me tem. Ficou melhor. Nalva era de Itaberaba, lugar bom para abacaxi. Quando começa a encontrar abacaxi?

Acho que é no final do ano. Muito doce Eu gosto daqui, é mais arejado. Aqui é mais alto, refresca mais. Morar aqui é muito bom. Na Barra tem mais turista, prefiro eles. Você sempre vê o lado ruim das coisas. Se eu tivesse filhos, ia criar eles nesse lugar.